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Empréstimo Fácil Brasil

Prazo maior ou parcela menor: como o número de parcelas muda o custo total do empréstimo

Alongar o prazo baixa a parcela, mas faz os juros crescerem rápido. Veja exemplos de 12 a 60 parcelas, como escolher o menor prazo que cabe na renda e quando alongar pode fazer sentido.

Atualizado em

Quanto maior o prazo do empréstimo, menor a parcela e maior o custo total. Com mais meses, o saldo devedor demora mais para cair, e os juros incidem sobre ele por mais tempo. A escolha mais barata costuma ser o menor prazo cuja parcela cabe com folga no orçamento, comparando sempre o total pago e o CET, não apenas o valor mensal.

Este guia mostra, com exemplos, quanto cada prazo custa, como definir a parcela que cabe na renda e em que situações alongar pode fazer sentido.

Como o número de parcelas muda o total pago

Exemplo ilustrativo com números hipotéticos: empréstimo de R$ 10.000 a 3% ao mês, pela tabela Price, sem considerar IOF e outros custos.

Prazo Parcela Total pago Juros pagos
12 meses R$ 1.004,62 R$ 12.055,45 R$ 2.055,45
24 meses R$ 590,47 R$ 14.171,38 R$ 4.171,38
36 meses R$ 458,04 R$ 16.489,37 R$ 6.489,37
48 meses R$ 395,78 R$ 18.997,33 R$ 8.997,33
60 meses R$ 361,33 R$ 21.679,78 R$ 11.679,78

Repare no padrão: de 12 para 24 meses, a parcela cai cerca de 41%, mas os juros dobram. De 48 para 60 meses, a parcela cai apenas cerca de R$ 34, enquanto os juros sobem quase R$ 2.700. A partir de certo ponto, alongar quase não alivia o mês e encarece muito o total.

Por que o prazo pesa tanto

  • Juros sobre saldo: em cada mês, os juros são calculados sobre o saldo devedor. Com prazo longo, as primeiras parcelas pagam principalmente juros, e o saldo cai devagar.
  • Efeito composto: mais meses significam mais períodos de capitalização; veja juros ao mês e ao ano.
  • Custos no CET: o IOF tem uma parte que depende do prazo, e seguros cobrados por mês ou proporcionais ao saldo também mudam conforme o número de parcelas. Detalhes em IOF no empréstimo e o que é CET.
  • Taxa por prazo: algumas instituições cobram taxas diferentes para prazos diferentes. Peça a proposta em mais de um prazo e compare.

O sistema de amortização também influencia: no SAC, a parcela começa maior e o total de juros tende a ser menor que na Price. Compare em tabela Price ou SAC.

Quanto da renda a parcela pode ocupar

Para definir o menor prazo possível, primeiro descubra a parcela máxima. Uma referência prudente, usada com frequência em educação financeira, é manter a soma de todas as parcelas de dívidas em torno de 30% da renda líquida. Não é regra legal para o empréstimo pessoal, e sim um teto: quem tem renda variável, dependentes ou gastos fixos altos deveria ficar abaixo.

Espaço para nova parcela = (renda líquida × 30%) − soma das parcelas atuais

Renda líquida Teto de 30% Parcelas atuais Espaço para nova parcela
R$ 2.000 R$ 600 R$ 250 R$ 350
R$ 3.000 R$ 900 R$ 400 R$ 500
R$ 4.500 R$ 1.350 R$ 900 R$ 450
R$ 6.000 R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 0

Some empréstimos, financiamentos, consignados, carnês, acordos e compras parceladas no cartão. Para não esquecer nenhuma operação, consulte o Registrato do Banco Central.

Como escolher o prazo: o menor que cabe com folga

  1. Calcule o espaço disponível para a nova parcela, como na tabela acima.
  2. Simule o valor desejado em vários prazos no simulador de empréstimo.
  3. Escolha o menor prazo cuja parcela fique abaixo do espaço disponível, deixando uma margem para imprevistos.
  4. Compare o total pago entre esse prazo e o seguinte. Se a economia mensal for pequena e os juros extras forem grandes, fique com o prazo menor.
  5. Se nenhum prazo razoável couber, reduza o valor pedido ou reavalie a necessidade do crédito.

Com o exemplo de R$ 10.000 a 3% ao mês, quem tem R$ 500 de espaço não cabe em 24 meses (R$ 590,47), mas cabe em 36 (R$ 458,04). Pedir R$ 8.500 em vez de R$ 10.000 permitiria ficar em 24 meses, com parcela próxima de R$ 502, e pagar bem menos juros.

Quando alongar o prazo pode fazer sentido

  • Quando a parcela menor evita atrasos. Multa e juros de mora custam caro, como mostra atrasar parcela de empréstimo.
  • Quando você pretende amortizar antes. O CDC garante a redução proporcional dos juros ao adiantar parcelas ou quitar; veja quitação antecipada de empréstimo.
  • Quando a renda é variável e a parcela precisa caber nos meses mais fracos.

Mesmo nesses casos, desconfie de ofertas de "baixar a parcela" que só alongam o prazo de uma dívida existente: em refinanciamento de empréstimo mostramos como esse tipo de troca pode aumentar o total pago.

E a margem consignável?

No consignado, existe um limite definido em regra, a margem consignável, cujos percentuais variam conforme o vínculo e já foram alterados algumas vezes. Consulte a sua margem nos canais oficiais, como o Meu INSS (gov.br/inss) e o SouGov (gov.br/servidor). A margem é o máximo permitido, não o recomendado, e prazos muito longos no consignado também multiplicam os juros. Veja as faixas em taxa de juros do consignado e compare modalidades em empréstimo pessoal ou consignado.

Resumo

  • Mais parcelas significam parcela menor e juros totais bem maiores.
  • A partir de certo prazo, alongar quase não alivia o mês e encarece muito o total.
  • Defina a parcela máxima pela renda e escolha o menor prazo que cabe com folga.
  • Compare sempre pelo CET e pelo total pago, em mais de um prazo.

Perguntas frequentes

Prazo maior deixa o empréstimo mais caro?

Sim, em regra. Com mais parcelas, os juros incidem por mais tempo sobre o saldo devedor. A parcela cai, mas o total pago sobe. Compare o total e o CET em mais de um prazo antes de escolher.

Qual é o melhor prazo para um empréstimo?

Em geral, o menor prazo cuja parcela cabe com folga no orçamento. Alongar só para reduzir um pouco a parcela pode aumentar muito os juros pagos.

Vale a pena pegar prazo longo e quitar antes?

Pode valer, porque o CDC garante redução proporcional dos juros na quitação antecipada. Mas só funciona se você realmente tiver disciplina e dinheiro para adiantar parcelas. Confira se a taxa não é maior nos prazos longos.

Quanto da renda posso comprometer com parcelas?

Uma referência prudente é manter a soma de todas as parcelas de dívidas em torno de 30% da renda líquida. Não é limite legal para o empréstimo pessoal; no consignado, vale a margem consignável definida em regra.