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Empréstimo Fácil Brasil

Juros do cartão de crédito: rotativo, parcelamento da fatura e limites

O rotativo do cartão está entre os créditos mais caros do país. Veja como ele difere do parcelamento da fatura e das compras parceladas, qual é o limite de encargos e quando vale trocar a dívida.

Os juros do rotativo do cartão de crédito estão, de forma consistente, entre os mais altos do crédito para pessoa física nas estatísticas do Banco Central. O problema é que o rotativo entra na vida de muita gente sem uma decisão consciente: basta pagar menos que o total da fatura. Esta página explica as três formas de dívida no cartão, o limite de encargos em vigor e quando faz sentido trocar essa dívida por outra mais barata.

Rotativo, parcelamento da fatura e compras parceladas

Parecem a mesma coisa, mas são operações diferentes:

Operação Como surge Tem juros?
Compra parcelada sem juros Você divide uma compra na loja Não, o lojista assume o custo
Compra parcelada com juros Você divide a compra com acréscimo informado Sim, definidos no momento da compra
Crédito rotativo Você paga menos que o total da fatura Sim, entre os mais altos do mercado
Parcelamento da fatura O saldo devedor é dividido em parcelas fixas Sim, normalmente menores que os do rotativo

Como funcionam os juros do rotativo do cartão de crédito

Quando você paga um valor entre o mínimo e o total da fatura, a diferença vira saldo devedor no rotativo. Sobre ele incidem juros, IOF e, se houver atraso, multa e juros de mora.

Pela regulamentação do Banco Central, o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, a instituição precisa oferecer o parcelamento do saldo ou outra forma de pagamento em condições mais vantajosas. Na prática, o rotativo é uma ponte curta para o parcelamento.

Existe limite para os juros do cartão?

Sim. A Lei 14.690/2023, que instituiu o Desenrola Brasil, previu um limite para os encargos do rotativo e do parcelamento da fatura, e o Conselho Monetário Nacional fixou a regra: desde janeiro de 2024, o total de juros e encargos cobrados não pode ultrapassar o valor original da dívida. Em outras palavras, uma dívida de R$ 1.000 no rotativo não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros e encargos. Tributos como o IOF não entram nesse limite, e a regra vale para financiamentos contratados a partir da entrada em vigor.

Esse limite evita que a dívida cresça indefinidamente, mas não torna o rotativo barato. Dobrar o valor devido continua sendo um custo muito alto. Se houver mudança nessa regra, ela será publicada pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda; confira nas fontes oficiais.

Como o cartão se compara às outras modalidades

Nas séries públicas do Banco Central, as taxas médias do rotativo ficam muito acima das do empréstimo pessoal, do consignado e do crédito com garantia. O parcelamento da fatura costuma ser mais barato que o rotativo, mas ainda caro quando comparado a um empréstimo pessoal bem negociado. Você pode verificar as médias por instituição seguindo o guia taxas de juros por instituição no Banco Central.

Vantagens e riscos do cartão como crédito

Vantagens

  • Prazo sem juros entre a compra e o vencimento, para quem paga a fatura inteira.
  • Compras parceladas sem juros, quando oferecidas pelo lojista.
  • Praticidade e aceitação ampla.

Riscos

  • Juros muito altos no rotativo e no parcelamento da fatura.
  • Pagamento mínimo cria a sensação de dívida controlada enquanto o saldo cresce.
  • Parcelas de várias compras se acumulam e comprometem faturas futuras.
  • Atraso gera negativação nos birôs de crédito.

Quando trocar a dívida do cartão por um crédito mais barato

Se você não consegue pagar a fatura inteira por mais de um mês, vale comparar:

  1. O CET do parcelamento da fatura oferecido pela emissora.
  2. O CET de um empréstimo pessoal para quitar o saldo à vista.
  3. O CET de um consignado ou de crédito com garantia, se você tiver acesso.
  4. A portabilidade da dívida do cartão, quando oferecida, ou programas de renegociação como o Desenrola Brasil, quando estiverem disponíveis.

A comparação precisa ser feita pelo CET e pelo valor total pago, com o mesmo prazo. Troque apenas se o novo crédito for de fato mais barato e se você parar de usar o cartão além do que consegue pagar. Caso contrário, o risco é ficar com duas dívidas.

Documentos para renegociar ou trocar a dívida

  • Fatura mais recente com o saldo devedor.
  • Documento de identidade e CPF.
  • Comprovante de renda, se for contratar um empréstimo para quitação.
  • Relatório do Registrato, útil para ver todas as dívidas registradas no seu CPF.

Cuidados contra golpes

  • Ninguém sério cobra valor antecipado para quitar ou renegociar sua fatura, nem para liberar empréstimo.
  • Desconfie de mensagens com boletos de "acordo" enviados por canais não oficiais. Gere boletos apenas pelo aplicativo ou site da emissora.
  • Não informe senha, código de segurança do cartão ou códigos recebidos por SMS.
  • Golpes de falsa central costumam simular bloqueio do cartão para pedir dados; desligue e ligue você mesmo para o número impresso no cartão.

Como decidir

O cartão é uma boa ferramenta de pagamento para quem quita a fatura inteira. Como fonte de crédito, é uma das mais caras disponíveis. Se a dívida já existe, compare o CET de todas as alternativas e escolha a que tiver menor custo total, com parcela que caiba no orçamento.

Perguntas frequentes

Pagar o mínimo da fatura é um problema?

Sim. O valor não pago entra no rotativo, que tem juros entre os mais altos do mercado. É uma solução de curtíssimo prazo e deve ser substituída por uma alternativa mais barata o quanto antes.

Os juros do rotativo têm limite?

Sim. Desde janeiro de 2024, a soma de juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não pode passar do valor original da dívida. O IOF fica fora desse cálculo. Confira atualizações no site do Banco Central.

Parcelar a fatura é melhor que ficar no rotativo?

Normalmente sim, porque as taxas do parcelamento tendem a ser menores. Ainda assim, compare o CET do parcelamento com o de um empréstimo pessoal ou consignado antes de aceitar.

Compra parcelada sem juros é dívida?

É um compromisso que ocupa o limite e as próximas faturas, mas não gera juros se a fatura for paga integralmente. O risco está em somar muitas parcelas e não conseguir pagar o total.

Vale pegar empréstimo para quitar o cartão?

Vale quando o CET do empréstimo é menor que o do parcelamento da fatura e você deixa de acumular novas dívidas no cartão. Caso contrário, a troca apenas adiciona uma segunda dívida.